O Bosque — Sua conexão com a natureza
Hora do chá na Casa de Chás do O Bosque, em meio à mata

um livro vivo

Herbário de Medicinais e Casa de Chás

Um encontro vivo entre plantas, saberes, aromas e presença no O Bosque.

Conheça a tradição da Hora do Chá, caminhe pelo nosso herbário e descubra as plantas medicinais que fazem parte da alma do O Bosque.

Viver a Hora do Chá

O Herbário

Um jardim de saberes, cultivado planta por planta

Nosso herbário nasceu do desejo de reaproximar as pessoas das plantas que sempre cuidaram delas. Cada canteiro é identificado, cada espécie tem sua história, seu uso tradicional e seu lugar na mesa, no chá e na memória afetiva de quem visita.

Cultivo agroecológico

Sem agrotóxicos, com adubação orgânica, compostagem e respeito ao ciclo de cada espécie na Mantiqueira.

Identificação botânica

Placas com nome popular e científico acompanham os canteiros, transformando o passeio em aprendizado.

Vivências guiadas

Grupos, retiros e escolas percorrem o herbário com condução, colheita orientada e degustação.

A tradição da Hora do Chá

A Casa de Chás Cidreira

Um quiosque de madeira e sapé em meio à mata, onde a água ferve devagar e o chá é feito com o que acabou de ser colhido no herbário. É o convite para desacelerar: escolher as folhas, sentir o aroma, esperar a infusão e beber sem pressa. A Hora do Chá é um ritual de presença, uma pausa coletiva que atravessa a tarde do Bosque.

  • Infusões frescas colhidas na hora, conduzidas pela equipe do Bosque
  • Combinações por intenção: calmantes, digestivas, respiratórias e refrescantes
  • Adoçadas naturalmente com folhas de estévia do próprio canteiro
  • Disponível para hóspedes, retiros, grupos e no Um Dia no O Bosque
Viver a Hora do Chá
Casa de Chás Cidreira do O Bosque: quiosque de madeira e sapé com balcão, banquetas amarelas e mata ao redor

Passeio pelo herbário

Um caminho que se lê com as mãos

Entre canteiros identificados, aromas e texturas, o passeio é conduzido devagar: tocar, cheirar, provar e ouvir as histórias de cada planta.

Canteiros do herbário de medicinais do O BosqueGrupo de visitantes em vivência no herbárioGrupo brindando com xícaras de chá no quiosque do O BosqueVisitante tocando as ervas do canteiroPreparo das ervas frescas no balcão da Casa de ChásPlaca de identificação da macela no herbárioVisitantes erguendo as xícaras em um brinde coletivo de cháSeu Oscar conversando com visitantes entre as trepadeiras do herbárioVivência coletiva entre os canteiros de ervasVisitantes observando ervas frescas colhidas no canteiroSeu Oscar explicando o preparo das infusões na Casa de ChásGrupo reunido em frente ao quiosque de sapé para a hora do cháCuidado com o herbário ao anoitecerMesa redonda posta com xícaras para a hora do chá ao anoitecerMão colhendo folhas de uma planta medicinalSeu Oscar à mesa da Casa de Chás com as xícaras preparadasVisitantes brindando com xícaras de chá no quiosque à noiteFamília colhendo ervas com Seu Oscar na estufa do herbárioAmigas sentadas no banco do quiosque durante a hora do cháGrupo erguendo xícaras de chá em frente aos canteiros do herbário

Livro das espécies

Vire as páginas do nosso herbário

Navegue como quem folheia um livro: busque pelo nome, escolha uma letra ou filtre por intenção de uso. Cada página traz uma planta do canteiro real do O Bosque.

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Folhas verdes de abre-caminho (Justicia pectoralis) em close
RituaisCalmantesAromáticas

Abre-caminho

Justicia pectoralis

Nome popular com variações regionais; espécie em validação botânica.

Características gerais

Erva rasteira de folhas macias e perfume adocicado quando secas. Cresce bem à meia-sombra e forma pequenos tapetes verdes no canteiro.

Uso terapêutico

Tradicionalmente associada ao alívio da tensão nervosa e a momentos de recomeço. Na cultura popular brasileira aparece em banhos e infusões leves ligadas ao relaxamento e à clareza mental.

Usos tradicionais

  • Na cultura popular, associada à limpeza de ambientes e à abertura de novos ciclos
  • Tradicionalmente usada em banhos e defumações
  • Folhas secas perfumam sachês e travesseiros

Curiosidade

Em várias comunidades tradicionais brasileiras é plantada perto da entrada da casa, como um gesto simbólico de acolhimento.

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As informações sobre plantas medicinais têm finalidade educativa, cultural e histórica. Elas não substituem orientação médica, fitoterápica ou acompanhamento profissional. Algumas plantas podem ter contraindicações, toxicidade ou interações com medicamentos.

Todas as espécies do herbário do O Bosque

Abre-caminho · Justicia pectoralis

Erva rasteira de folhas macias e perfume adocicado quando secas. Cresce bem à meia-sombra e forma pequenos tapetes verdes no canteiro.

Uso terapêutico: Tradicionalmente associada ao alívio da tensão nervosa e a momentos de recomeço. Na cultura popular brasileira aparece em banhos e infusões leves ligadas ao relaxamento e à clareza mental.

Usos tradicionais: Na cultura popular, associada à limpeza de ambientes e à abertura de novos ciclos; Tradicionalmente usada em banhos e defumações; Folhas secas perfumam sachês e travesseiros

Curiosidade: Em várias comunidades tradicionais brasileiras é plantada perto da entrada da casa, como um gesto simbólico de acolhimento.

Alecrim · Salvia rosmarinus

Arbusto perene de folhas estreitas e resinosas, muito aromático, que adora sol pleno e solo bem drenado.

Uso terapêutico: Popularmente associado à disposição, à concentração e ao conforto digestivo após refeições. Na fitoterapia popular é lembrado em infusões e óleos aromáticos usados para revigorar corpo e mente.

Usos tradicionais: Clássico da cozinha: pães, assados, batatas e azeites; Popularmente usado em infusões após refeições; Presente em banhos aromáticos e defumações

Curiosidade: No Mediterrâneo antigo, era símbolo de memória e fidelidade. Estudantes gregos usavam ramos na cabeça durante os estudos.

Arruda · Ruta graveolens

Subarbusto de folhas azuladas e cheiro forte e inconfundível. Rústica, resiste bem ao sol e à seca.

Uso terapêutico: Na tradição popular é planta de uso externo, lembrada em banhos e compressas aromáticas. Não é indicada para uso interno: pode ser tóxica e é contraindicada na gestação. Procure sempre orientação profissional.

Usos tradicionais: Fortemente ligada à cultura popular como planta de proteção; Usada em banhos e amuletos na tradição brasileira; Uso interno não é recomendado sem orientação profissional

Curiosidade: É a planta do famoso ramo atrás da orelha, gesto herdado de tradições ibéricas trazidas ao Brasil.

Artemísia · Artemisia vulgaris

Herbácea alta, de folhas recortadas e face prateada. Cresce vigorosa e perfuma o canteiro ao ser tocada.

Uso terapêutico: Tradicionalmente utilizada para o conforto digestivo e para o cuidado dos ciclos femininos na medicina popular. Em usos tradicionais asiáticos é a base da moxabustão, ligada ao aquecimento do corpo.

Usos tradicionais: Tradicionalmente associada ao conforto digestivo em infusões leves; Muito usada em defumações e rituais de passagem; Aromatiza banhos e escalda-pés

Curiosidade: Seu nome homenageia Ártemis, deusa grega da natureza selvagem; na Ásia é a base da moxabustão.

Babosa · Aloe vera

Suculenta de folhas grossas cheias de gel transparente. Vive muito bem no sol e pede pouca água.

Uso terapêutico: Popularmente associada ao cuidado da pele, de queimaduras leves e dos cabelos, pelo gel fresco das folhas. O uso interno não é recomendado sem acompanhamento profissional.

Usos tradicionais: Popularmente usada no cuidado da pele e dos cabelos; Gel presente em cosméticos artesanais; Uso interno exige orientação profissional

Curiosidade: Registros egípcios de mais de 3 mil anos já citavam a babosa em preparos de beleza e cuidado.

Bálsamo · Sedum dendroideum

Pequena suculenta de folhas brilhantes e arredondadas, comum nos quintais brasileiros.

Uso terapêutico: Na fitoterapia popular aparece ligada ao conforto do estômago e a pequenas irritações da pele. Tradicionalmente usada em folhas amassadas para compressas caseiras.

Usos tradicionais: Na medicina popular, folhas maceradas em compressas; Tradicionalmente associada ao conforto do estômago; Ornamental e fácil de propagar por estaquia

Curiosidade: É conhecida como 'saião' em muitas regiões e costuma ser presenteada entre vizinhos em forma de muda.

Boldo · Plectranthus barbatus

Arbusto de folhas aveludadas e amargas, presente em praticamente todo quintal brasileiro.

Uso terapêutico: Popularmente associado ao cuidado digestivo, especialmente após refeições pesadas. Em muitos quintais brasileiros é lembrado como planta amarga ligada ao fígado, ao estômago e à digestão.

Usos tradicionais: Popularmente utilizado em infusões após refeições pesadas; Muito associado ao conforto digestivo na cultura popular; Sabor amargo marcante, usar em pequenas quantidades

Curiosidade: É chamado de 'falso-boldo' porque o boldo original é chileno, mas foi o brasileiro que virou tradição doméstica.

Cana-do-brejo · Costus spicatus

Planta de caules espiralados e folhas largas, que ama solos úmidos e sombra parcial.

Uso terapêutico: Na medicina popular brasileira é tradicionalmente relacionada ao sistema urinário e ao efeito diurético leve. Aparece em infusões caseiras ligadas à sensação de limpeza do organismo.

Usos tradicionais: Tradicionalmente usada em infusões na medicina popular; Brotos e caules tenros aparecem em receitas regionais; Ornamental de grande presença nos canteiros úmidos

Curiosidade: Seu caule cresce em espiral, buscando luz, num pequeno espetáculo geométrico da mata brasileira.

PANC, planta alimentícia não convencional.

Capim-cidreira · Cymbopogon citratus

Touceira de folhas longas e cortantes, com aroma cítrico intenso liberado ao esfregar.

Uso terapêutico: Tradicionalmente associado ao relaxamento, ao conforto digestivo e aos momentos de pausa. Na cultura popular aparece em infusões usadas para acalmar, acolher e favorecer uma sensação de tranquilidade.

Usos tradicionais: Um dos chás mais queridos da Casa de Chás; Popularmente associado ao relaxamento e ao fim do dia; Usado em caldos, xaropes e drinques sem álcool

Curiosidade: Na culinária asiática é conhecido como lemongrass e perfuma curries e sopas há séculos.

Carqueja · Baccharis trimera

Planta de ramos alados, sem folhas visíveis, de sabor amargo e presença marcante nos campos do sul e sudeste.

Uso terapêutico: Popularmente associada à digestão e ao cuidado do fígado, é uma das ervas amargas mais conhecidas do Brasil. Tradicionalmente tomada em infusão, em pequenas quantidades.

Usos tradicionais: Infusão tradicionalmente associada ao conforto digestivo e hepático; Muito usada na cultura popular do interior; Amargor forte: combina com misturas suaves

Curiosidade: Sua fotossíntese acontece nos próprios caules achatados, e por isso ela quase não tem folhas.

Catinga-de-mulata · Tanacetum vulgare

Herbácea de aroma forte e folhas muito recortadas, com pequenas flores amarelas em botão.

Uso terapêutico: Na tradição popular é lembrada em banhos aromáticos e em infusões associadas ao relaxamento e ao alívio de dores de cabeça leves.

Usos tradicionais: Tradicionalmente usada em banhos aromáticos; Presente em defumações e limpezas de ambiente; Repelente natural em hortas e canteiros

Curiosidade: Era pendurada em portas e janelas no Brasil rural para afastar insetos, unindo perfume e função na mesma folha.

Cavalinha · Equisetum giganteum

Hastes verdes, ocas e articuladas, sem flores. Cresce em beiras úmidas e forma pequenos bosques verticais.

Uso terapêutico: Tradicionalmente associada ao efeito diurético e ao fortalecimento de unhas e cabelos, por sua riqueza mineral. Popularmente usada em infusões e compressas.

Usos tradicionais: Infusão popularmente associada ao equilíbrio dos líquidos do corpo; Presente em cosméticos artesanais para cabelo e unhas; Rica em minerais, especialmente sílica

Curiosidade: É um fóssil vivo: seus parentes cobriam a Terra há mais de 300 milhões de anos, antes das flores existirem.

Cravo · Syzygium aromaticum

Botão floral seco de aroma quente e picante, um dos temperos mais antigos do mundo.

Uso terapêutico: Popularmente associado ao conforto digestivo e ao alívio de desconfortos na boca e na gengiva. Na cultura popular é lembrado pelo aroma quente e pelo uso em chás de inverno.

Usos tradicionais: Base de chás de inverno, quentões e compotas; Popularmente associado ao conforto digestivo; Usado em defumações e sachês aromáticos

Curiosidade: No século XVI, valia quase o próprio peso em ouro e moveu rotas inteiras de navegação.

Cúrcuma · Curcuma longa

Rizoma de cor alaranjada intensa e folhas largas e brilhantes. Gosta de calor, umidade e matéria orgânica.

Uso terapêutico: Na fitoterapia popular aparece ligada ao conforto digestivo e à sensação de bem-estar articular. Tradicionalmente usada como raiz ralada ou em pó, junto a alimentos.

Usos tradicionais: Tempero dourado em arroz, sopas, pães e leites vegetais; Popularmente associada ao conforto digestivo; Corante natural em alimentos e tecidos

Curiosidade: Na Índia é chamada de 'ouro da terra' e participa de rituais de casamento há mais de 4 mil anos.

PANC, planta alimentícia não convencional.

Doril · Alternanthera dentata

Herbácea ornamental de folhas coloridas, batizada pelo uso popular associado ao alívio de desconfortos leves.

Uso terapêutico: Nome popular associado a diferentes espécies, conforme a região. É tradicionalmente lembrada em infusões caseiras ligadas ao alívio de desconfortos leves e dores de cabeça.

Usos tradicionais: Na cultura popular, folhas usadas em compressas; Cultivada como bordadura colorida no herbário; Uso interno requer orientação profissional

Curiosidade: Muitas plantas brasileiras ganharam apelidos de remédios de farmácia, num retrato bem-humorado da medicina caseira.

Erva-cidreira · Lippia alba

Arbusto de folhas aveludadas e perfume cítrico suave, muito comum nos quintais do Brasil.

Uso terapêutico: Tradicionalmente associada ao relaxamento, ao sono tranquilo e ao conforto digestivo. É uma das infusões mais presentes nas casas brasileiras nos momentos de acalmar o fim do dia.

Usos tradicionais: Chá tradicionalmente associado ao relaxamento; Popularmente usado antes de dormir; Combina com melissa, capim-cidreira e camomila

Curiosidade: É chamada de falsa-melissa: mesma memória afetiva, botânica diferente.

Erva-de-Santa-Maria · Dysphania ambrosioides

Também chamada de mastruz. Aroma forte e inconfundível, folhas dentadas e crescimento espontâneo.

Uso terapêutico: Na medicina popular brasileira é lembrada em preparos ligados ao aparelho digestivo e a compressas externas. Planta potente: seu uso interno pede orientação profissional.

Usos tradicionais: Na medicina popular, um dos remédios caseiros mais conhecidos do Brasil; Folhas usadas em pequenas quantidades na culinária mexicana (epazote); Uso interno com moderação e orientação

Curiosidade: No México é tempero obrigatório do feijão preto; no Brasil, virou símbolo do cuidado das avós.

PANC, planta alimentícia não convencional.

Espinheira-santa · Monteverdia ilicifolia

Arbusto de folhas duras com bordas espinhosas, nativo da Mata Atlântica e dos campos do sul.

Uso terapêutico: Popularmente associada ao conforto do estômago, sobretudo em casos de azia e má digestão. É uma das plantas medicinais brasileiras mais estudadas e respeitadas.

Usos tradicionais: Uma das plantas medicinais brasileiras mais estudadas; Popularmente associada ao conforto gástrico; Consumo em infusão, com moderação

Curiosidade: Integra a lista de plantas medicinais de interesse do SUS, reconhecida pela pesquisa brasileira.

Estévia · Stevia rebaudiana

Pequena herbácea de folhas naturalmente doces: basta mastigar uma folha para sentir.

Uso terapêutico: Tradicionalmente utilizada como adoçante natural das infusões, sem açúcar. Popularmente associada ao cuidado de quem busca reduzir o consumo de doces.

Usos tradicionais: Adoçante natural para chás e infusões da Casa de Chás; Folhas frescas ou secas em misturas de ervas; Não altera a doçura com o calor da água

Curiosidade: É usada pelo povo Guarani há séculos, que a chama de kaá-hê-ê: a erva doce.

PANC, planta alimentícia não convencional.

Guaco · Mikania glomerata

Trepadeira vigorosa de folhas lisas e brilhantes, com aroma adocicado de baunilha ao secar.

Uso terapêutico: Na medicina popular brasileira, o guaco é muito lembrado por sua relação com o sistema respiratório. É tradicionalmente associado a preparos voltados para tosse, congestão e cuidado das vias aéreas, sempre com orientação adequada.

Usos tradicionais: Tradicionalmente associada ao conforto respiratório; Base de xaropes caseiros na cultura popular brasileira; Infusão leve, de sabor suave

Curiosidade: O perfume de baunilha das folhas secas vem da cumarina, o mesmo composto do capim-santo-do-campo.

Hortelã · Mentha spicata

Erva rasteira de perfume fresco, que se espalha rápido e pede um canteiro só seu.

Uso terapêutico: Tradicionalmente associada ao conforto digestivo, à sensação de frescor e ao alívio de enjoos leves. Na cultura popular aparece em chás, xaropes caseiros e na cozinha.

Usos tradicionais: Chá clássico após refeições; Presente em saladas, sucos, molhos e sobremesas; Popularmente associada ao conforto digestivo

Curiosidade: Na Grécia antiga, ramos de hortelã eram esfregados nas mesas antes de receber visitas.

Insulina · Cissus verticillata

Trepadeira de folhas suculentas e raízes aéreas finas, comum em muros e cercas vivas.

Uso terapêutico: Nome popular associado a diferentes espécies, conforme a região. Na cultura popular é lembrada em infusões relacionadas ao equilíbrio metabólico, uso que exige acompanhamento profissional.

Usos tradicionais: Recebeu o nome popular por um uso tradicional na medicina caseira; Consumo requer orientação profissional; Cresce fácil e cobre estruturas com beleza

Curiosidade: Suas raízes aéreas descem como cortinas finas, dando origem ao apelido 'cortina-japonesa'.

PANC, planta alimentícia não convencional.

Jurubeba · Solanum paniculatum

Arbusto espinhoso de frutinhas verdes e amargas, típico do cerrado e das beiras de estrada.

Uso terapêutico: Popularmente associada ao fígado e à digestão de refeições pesadas. Erva amarga tradicional, presente em licores e infusões caseiras do interior do Brasil.

Usos tradicionais: Frutos em conserva, muito apreciados em Minas Gerais; Popularmente associada ao conforto do fígado; Amargor característico nas infusões

Curiosidade: A famosa 'jurubeba com cachaça' é um dos aperitivos mais tradicionais do interior brasileiro.

PANC, planta alimentícia não convencional.

Lavanda · Lavandula angustifolia

Arbusto de flores roxas em espiga e perfume inconfundível. Ama sol e solo leve.

Uso terapêutico: Tradicionalmente associada ao relaxamento, ao sono e ao alívio da ansiedade cotidiana. Aparece em infusões suaves, sachês, banhos e óleos aromáticos.

Usos tradicionais: Infusões e sachês associados ao relaxamento; Óleo essencial em massagens do SPA Azaleia; Perfuma banhos, escalda-pés e ambientes

Curiosidade: O nome vem do latim lavare, lavar, porque os romanos perfumavam com ela a água dos banhos.

Macela · Achyrocline satureioides

Herbácea de florzinhas amarelas douradas e aroma doce, colhida tradicionalmente na Semana Santa.

Uso terapêutico: Popularmente associada ao conforto digestivo e ao relaxamento, é a erva das travesseiras do interior. Tradicionalmente colhida na Semana Santa e guardada para o ano todo.

Usos tradicionais: Infusão popularmente associada ao conforto digestivo e ao sono; Flores secas recheiam travesseiros aromáticos; Presente em banhos de ervas

Curiosidade: No sul do Brasil, a colheita da macela na Sexta-feira Santa é um ritual coletivo que atravessa gerações.

Malva · Malva sylvestris

Herbácea de flores lilases e folhas arredondadas, com textura levemente mucilaginosa.

Uso terapêutico: Tradicionalmente lembrada por sua mucilagem suave, associada ao conforto da garganta, da boca e da pele. Aparece em gargarejos e compressas caseiras.

Usos tradicionais: Tradicionalmente usada em gargarejos e infusões suaves; Folhas jovens em refogados e sopas; Popularmente associada ao conforto da garganta

Curiosidade: Era chamada pelos romanos de omnimorbia, 'a cura de todos os males', uma reputação antiga e generosa.

PANC, planta alimentícia não convencional.

Manjericão · Ocimum basilicum

Erva anual de folhas brilhantes e aroma quente, que floresce rápido e atrai polinizadores.

Uso terapêutico: Popularmente associado ao bem-estar digestivo e ao ânimo, além do uso aromático. Na tradição, seu perfume é ligado à sensação de acolhimento na casa.

Usos tradicionais: Estrela do pesto, das massas e das saladas de verão; Infusão leve e perfumada; Presente em banhos de prosperidade na cultura popular

Curiosidade: Na Índia, o manjericão-sagrado (tulsi) é cultivado em pátios de templos como planta de devoção.

Melão-de-São-Caetano · Momordica charantia

Trepadeira de frutos rugosos e alaranjados quando maduros, muito comum em terrenos livres.

Uso terapêutico: Na medicina popular é lembrado em preparos externos para a pele e em infusões ligadas ao equilíbrio do organismo. Planta potente: uso interno requer orientação profissional.

Usos tradicionais: Fruto imaturo usado na culinária asiática; Na medicina popular, folhas em banhos de pele; Uso interno pede orientação profissional

Curiosidade: Quando maduro, o fruto se abre sozinho e revela sementes vermelhas brilhantes, num pequeno teatro botânico.

PANC, planta alimentícia não convencional.

Melissa · Melissa officinalis

Erva de folhas enrugadas e perfume de limão, que gosta de meia-sombra e umidade constante.

Uso terapêutico: Tradicionalmente associada à calma, ao sono e ao alívio da agitação. Na fitoterapia popular é uma das infusões mais clássicas para acolher o sistema nervoso.

Usos tradicionais: Chá tradicionalmente associado ao relaxamento; Perfuma águas aromatizadas e sobremesas; Muito procurada na Casa de Chás ao fim da tarde

Curiosidade: Melissa significa 'abelha' em grego: as flores são um ímã para polinizadores.

Menta · Mentha × piperita

Híbrido natural de folhas escuras e mentol intenso, mais forte e refrescante que a hortelã.

Uso terapêutico: Popularmente associada ao frescor, ao conforto digestivo e ao alívio da sensação de congestão. Tradicionalmente usada em infusões e inalações caseiras.

Usos tradicionais: Infusões refrescantes, quentes ou geladas; Popularmente associada ao conforto digestivo e respiratório; Presente em inalações e escalda-pés

Curiosidade: É um cruzamento espontâneo entre hortelã e menta-aquática, descoberto na Inglaterra no século XVII.

Mirra · Tetradenia riparia

Arbusto de folhas aveludadas e aroma resinoso, que floresce em cachos claros no inverno.

Uso terapêutico: Nome popular associado a diferentes espécies, conforme a região. Na tradição é lembrada em defumações e preparos aromáticos ligados ao relaxamento e à limpeza de ambientes.

Usos tradicionais: Tradicionalmente usada em defumações e limpezas de ambiente; Folhas em banhos aromáticos; Perfume marcante ao ser tocada no canteiro

Curiosidade: Herdou o nome da mirra bíblica pela semelhança do aroma resinoso usado em incensos sagrados.

Novalgina · Achillea millefolium

Herbácea de folhas finíssimas e flores brancas em corimbo, resistente e cheia de presença.

Uso terapêutico: Nome popular associado a diferentes espécies, conforme a região. Na cultura popular é tradicionalmente lembrada em infusões ligadas ao alívio de desconfortos leves e à sensação de bem-estar.

Usos tradicionais: Infusão popularmente associada ao alívio de desconfortos leves; Usada em compressas na medicina caseira; Flores secas em sachês e misturas de chá

Curiosidade: Seu nome científico homenageia Aquiles, que segundo a lenda tratava feridas de guerra com esta planta.

Pata-de-vaca · Bauhinia forficata

Árvore de folhas bilobadas, iguais a uma pegada, e flores brancas grandes e perfumadas.

Uso terapêutico: Popularmente associada ao equilíbrio metabólico e ao efeito diurético leve. Muito conhecida no Brasil, seu uso pede acompanhamento profissional.

Usos tradicionais: Uma das plantas medicinais mais tradicionais do Brasil; Infusão de folhas na medicina popular; Uso contínuo requer acompanhamento profissional

Curiosidade: As flores abrem à noite e são polinizadas por mariposas e morcegos: um jardim que trabalha no escuro.

Poejo · Mentha pulegium

Menta rasteira de folhas pequenas e aroma potente, que forma tapetes verdes perfumados.

Uso terapêutico: Tradicionalmente associado ao cuidado das vias respiratórias, sobretudo em xaropes caseiros de inverno. Planta aromática potente, usada em pequenas quantidades.

Usos tradicionais: Tradicionalmente usada em xaropes caseiros e inalações; Popularmente associada ao conforto respiratório; Aroma forte: pequenas quantidades bastam

Curiosidade: Em Portugal, o poejo perfuma a tradicional sopa alentejana, reunindo medicina e cozinha na mesma folha.

Tansagem · Plantago major

Roseta de folhas largas e nervuradas, que nasce espontânea em gramados e caminhos.

Uso terapêutico: Popularmente associada ao conforto da garganta e a pequenos cuidados da pele. Tradicionalmente usada em gargarejos, compressas e infusões leves.

Usos tradicionais: Tradicionalmente usada em gargarejos e compressas; Folhas jovens em refogados e saladas; Popularmente associada ao conforto da garganta

Curiosidade: Povos indígenas norte-americanos a chamavam de 'pegada do homem branco', pois brotava por onde os colonos passavam.

PANC, planta alimentícia não convencional.

Terramicina · Alternanthera brasiliana

Herbácea de folhagem arroxeada e flores em botões esbranquiçados, rústica e ornamental.

Uso terapêutico: Na medicina popular é lembrada em compressas e infusões associadas ao cuidado de pequenas feridas e irritações. Uso interno requer orientação profissional.

Usos tradicionais: Na medicina popular, folhas em compressas e infusões; Cultivada como bordadura colorida no herbário; Uso interno requer orientação profissional

Curiosidade: Ganhou apelido de antibiótico de farmácia pela fama caseira, e esse nome atravessou o Brasil de norte a sul.

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Aviso responsável

As informações sobre plantas medicinais têm finalidade educativa, cultural e histórica. Elas não substituem orientação médica, fitoterápica ou acompanhamento profissional. Algumas plantas podem ter contraindicações, toxicidade ou interações com medicamentos.

Perguntas frequentes

O que é o Herbário de Medicinais do O Bosque?

É um jardim vivo em Joanópolis, na Serra da Mantiqueira, com 36 espécies medicinais, aromáticas, culinárias, rituais e PANCs cultivadas de forma agroecológica e identificadas com nome popular e científico.

O que é a Hora do Chá?

É o ritual da Casa de Chás Cidreira: um quiosque de madeira e sapé em meio à mata onde a infusão é preparada com ervas colhidas na hora, escolhidas por intenção: calmantes, digestivas, respiratórias ou refrescantes.

Posso visitar o herbário?

Sim. O herbário e a Casa de Chás fazem parte das experiências do O Bosque e estão abertos a hóspedes, retiros, grupos e visitas guiadas, mediante agendamento pelo WhatsApp.

As informações sobre as plantas substituem orientação médica?

Não. O conteúdo tem finalidade educativa, cultural e histórica, e não substitui orientação médica, fitoterápica ou acompanhamento profissional.

Venha caminhar entre as plantas

O herbário e a Casa de Chás fazem parte das experiências do O Bosque, abertos a hóspedes, retiros, grupos e visitas guiadas.